quarta-feira, 29 de junho de 2011

Copacabana

A minha primeira visão de mar foi em Copacabana. Lembro que quando cheguei passei alguns minutos em silêncio olhando aquela imensidão, tudo muito lindo, mas nada que eu já não imaginava e não tinha visto na televisão, aqueles minutos de silêncio foram a reflexão de onde eu havia chegado e de onde eu havia saído.
Quem me conhece desde que eu era criança sabe que eu tinha tudo pra ser um fracasso, digo em todas as áreas, principalmente a financeira. Como cristã nem preciso dizer que sei que foi Deus quem me deu as oportunidades certas, me colocou ao lado de pessoas certas e que na hora certa me estimulou a andar com Ele pra sempre.
Copacabana me levou a entender que pau que nasce torto morre torto se quiser, eu permiti que Deus mudasse minha história, o mar me fez entender que em cada trecho da minha vida Ele estava lá, e até quando eu repetia a mim mesma que não estava e não existia! “Se o Senhor existisse isso não estaria acontecendo...” Mas aquilo estava acontecendo porque Ele existia!
A onda quebrando, a água gelada, areia queimando meus pés, um calor que eu nunca havia sentido na vida... Deus me levou até ali pra perceber o quanto eu sou amada, que desde a infância em que me faltava até o caderno pra estudar, Ele estava cuidando pra que tudo não fosse pior e estava moldando o caráter que teria hoje.

Volta logo!

Dizem que só se dá valor a alguém depois que a perdemos. Bom, eu não perdi ninguém, mas descobri que odeio viagens que duram mais de 48h e não se podem levar quem ama. 48h por quê? As primeiras 24h são de uma saudade gostosa, ainda guardamos a lembrança da última palavra, do último abraço... Nas 48h sentimos a falta misturada com a saudade gostosa... Depois das 48h já bate um desespero, e daí contamos os dias várias vezes no calendário e descobrimos que ainda falta 1bilhão de anos até a volta! Eu começo a valorizar cada gesto, considerar cada defeito, relembrar cada risada que talvez não valorizasse enquanto estava por perto.
Lembro da música que minha prima Eula adora cantar: “Se fico um tempo sem te procurar é pra saudade nos aproximar e eu já nem vejo a hora...” É, se soubessem o quanto a saudade dói às vezes ninguém que ama e é amado viajaria tanto tempo por opção, só por obrigação. “Saudade mata a gente, saudade mata a gente, menina!”
Sei que estou parecendo uma boba melancólica nesse texto, coisa que não costumo ser, mas eu não falei que a saudade mata quem a gente é de verdade? Restam pra mim algumas semanas de livros, séries, DVDs e lembranças.
“Não quero mais esse negócio de você longe de mim, vamos acabar com esse negócio de você viver sem

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Buhhhhh!

Tenho escutado barulhos estranhos no piso de meu quarto, de baixo da minha cama. Brinquei com minhas amigas “Acho que tem um fantasma me assombrando”. Uma delas disse que quando era solteira vivia ouvindo coisas pelo quarto, mas agora que está casada não ouve mais nada. Ah, então trata de uma perseguição as moças solteiras?
Interessante como alguns “fantasmas” rondam nossas vidas e fazem questão que notemos sua presença, seja em um amor mal resolvido, uma amizade mal resolvida, uma palavra não dita... Situações que assombram nossa mente até que criamos coragem para resolvê-las. Isso pode levar dias, meses e até anos (eu que sei), mas o tempo acaba espantando assombrações por nós e quando tudo estiver seguro não teremos mais medo de olhar em baixo da cama.
Confesso que convivi muito tempo com um fantasma, mas era um fantasminha camarada que ressuscitou e hoje me “assombra” no modo carne e osso. Mas pelo menos não é mais um assombro de lembranças, meu Gasparzinho não está mais apenas na caixinha dentro da gaveta da mesa.
Infelizmente tenho ainda que enfrentar sustos de assombrações cutucando meu piso, nem preciso fazer valer minha fama de forte e corajosa, como já disse, o tempo acaba exterminando esses fantasmas por mim.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Diga-me as atitudes de ser ex e eu te direi quem é

Ontem, conversando com uma amiga sobre atitudes de ex namorados após o fim, descobri que não foi apenas eu quem já sofreu com isso. Nesta conversa concluímos “ele não é o mesmo que namorei.” Será que os homens se transformam durante o namoro e voltam a ser os mesmos ou são eles mesmos e depois se transformam? Claro que depois do fim atitudes mudam, pensamentos mudam, mas será que eles eram conosco quem realmente eram? “And the Oscar goes to...” Provavelmente passei por interpretações bem convincentes! Educados, carinhosos, maduros... Até que um dia percebemos que eram assim conosco, mas sozinhos são opostos a essas qualidades. Será falha de caráter, desvio de personalidade, bipolaridade, safadeza ou apenas teatro pra nos ter por perto? E se o relacionamento continuasse iríamos descobrir isso quando? Bem, provavelmente tarde demais!
Chegamos à conclusão que se eles continuassem os mesmos, com as mesmas qualidades, nós não conseguiríamos ficar tanto tempo separados. “Onde eu estava com a cabeça que o deixei escapar?” O cara continuou o mesmo e quem sabe com o fim se tornou um homem que nos valorizava mais e aquele amor reacendeu e nos Reapaixonamos, pronto: “Voltamos!”
Concluímos também que se acabou e eles começaram a agir como imbecis, não há a mínima possibilidade de reconciliação e o que ainda talvez estivesse vivo por dentro, acaba sendo massacrado por tanta atitude de ignorância. “É, com essa atitude ele só prova que não era a pessoa certa pra mim.”
Assim, vamos aprendendo que talvez nunca vamos conhecer profundamente alguém, mas o importante é sabermos quem somos e o que queremos.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Estou racionamente apaixonada por você!

Quando eu era criança as pessoas sempre diziam a minha mãe: “Sua filha é muito bonita! Quando ela crescer vai te dar trabalho...” Não, não dei nenhum trabalho (nesse aspecto) pra minha mãe. Minha fama de não dar moral pra ninguém não me deixa mentir! Isso não quer dizer que eu me ache a mais linda das mulheres, nem melhor que ninguém... Eu simplesmente gosto de pensar bem em relações, faço o tipo racional, eu penso, penso, penso e se além da paixão eu sentir que vale à pena, aí sim eu entro de cabeça.
Se eu já errei mesmo pensando tanto? Claro! Eu pensar antes de agir não quer dizer que toda conclusão que eu chego é a certa. Não digo que perdi oportunidades, porque acredito mesmo que “o que for pra ser vigora.” Algumas pessoas morrem de ódio quando eu digo isso, mas essas pessoas vão amadurecer e aprender que não se atropela o tempo, assim como sentimentos não morrem de um dia para o outro, eles também não nascem instantaneamente.
Disseram pra mim uma vez: “Você é tão racional que eu duvido que um dia tenha se apaixonado” Bom, as pessoas são diferentes. Enquanto uns dizem: “estou perdidamente apaixonado por você!” Isso quer dizer: topo qualquer parada, assumo qualquer besteira, largo qualquer coisa pra ficar com você. Mas eu faço o tipo: “estou RACIONALMENTE apaixonada por você!” E isso que dizer: Eu gosto de você simplesmente, sem cobranças e sem sofrimentos!

“Olhe aqui e preste atenção, essa é a nossa canção...”

Quem convive comigo sabe o quanto musical eu sou, consigo arrumar trilha sonora pra qualquer acontecimento pessoal ou não. A música tem um efeito em mim surpreendente! Algumas significam tanto pra mim que às vezes nem consigo ouvi-las, outras me fazem lembrar momentos e situações que dá vontade de não parar mais de ouvir. Sou daquelas que baixa CDS de anos luz atrás só por ter lembrado alguma canção que marcou.
Conheço pessoas que passam a vida numa trilha sonora melancólica e sofredora. Esquecem que as músicas também influenciam humores, temores, amores...
Minha música dos últimos dias: “A vida me fez para ser feliz, pra viver pra sonhar, pra sorrir, pra chorar, e assim pra sempre.” Porque estou me sentindo intensa, no direito de dizer o que sinto e transformar em bem o mal que penso.
E você? Qual sua trilha sonora?

Sexta é dia de colchão!

A frase que mais ouço/leio na sexta feira: “Não acredito que você não vai sair!”
Se as pessoas tivessem noção do quanto eu amo estar em casa elas não diriam isso!
Tem gente que é desesperado pra sair, porque é tão intolerante que não consegue suportar a si! Outros são tão covardes que tentam fugir de problemas enchendo a agenda de compromissos sociais e quando por acaso elas não tem o que fazer inventa logo qualquer lugar pra ir. Alguns não aguentam a própria família, não suportam mães e pais, cinco minutos na sala com eles equivalem a cinquenta dias de tortura. Certamente existem aqueles que não têm nenhum desses problemas e saem porque simplesmente gostam de sair, muito raro existir, mas existem.
Eu prefiro assim, eu gosto assim no sossego de casa, um filme deitada num colchão jogado na sala e com edredom com cheirinho gostoso de amaciante. Claro que se o celular toca... “O que você está fazendo? Posso ir aí?” eu não ligo de dividir o colchão, o edredom, o filme, a pipoca, a coca-cola, o coração...