segunda-feira, 21 de junho de 2010

Mande notícias do mundo de lá


Sábado ouvimos falar através da Sara sobre coisas que nos distraem no dia-a-dia. Eu me lembrei da música que é algo que me transporta para outro mundo, chega a ser bizarro! Esses dias passei uns 40 min ouvindo Oswaldo em um lugar paralelo, caminhando com meu consciente pelas letras e entrelinhas do canto dele.


Eu não sei se evolui ou regredi quanto às antigas fantasias de ter estudado fora... Hoje eu reflito: “Minha vida acadêmica foi ótima, que besteira!” Criar outra vida maluca já que a minha vida maluca já é maluca o suficiente. Também assim como um exemplo dado, eu vivi muitos anos na fantasia, acho que alguns métodos químicos colaboravam. Hoje na realidade sinto-me mais feliz, amando mais, ajudando mais, sorrindo mais...

Mas quando ligo um CD Player me transporto, isso é bom?

1º eu acabo me envolvendo na fantasia do compositor;

2º eu desenvolvo uma extrema sensibilidade com o que ouço e se na vida real vivo algo parecido acabo me envolvendo e sofrendo com aquilo tudo. No sábado enquanto ouvia eu ia refletindo “Graças a Deus disso me livrei!” ou “ Putz, um dia serei normal?”

Quase me peguei orando a Deus pra que me fizesse normal. Enfim, cheguei em casa, fui nas minhas pastas de CDs e filtrei, tirei as canções que faziam viajar, confesso que quase chorei quando guardei Cazuza na gaveta! Deixei apenas os que me mantém sóbria e não tola num mundo paralelo e por incrível que pareça restou: Fernanda Takai, Ana Carolina, Chico César, João Bosco, Caetano... Os menos prováveis ficaram, o Moska resistiu, só há uma música que viajo, mas essa eu programo pra não tocar!

O que quero dizer com isso? Nada! Só quero deixar registrado que tenho ainda força para mudar meus hábitos ruins Deus me livre de envelhecer do mesmo jeito! (Já disse isso por aqui)

Espero que você também seja capaz disto, querer ser alguém melhor, pode parecer conversa filosófica de botequim, mas é um passo para vida saudável e real. Como dizia uma grande amiga que conviveu comigo seis anos seguidos: “Ana, por favor, não retroceda!” E por ouvir isso tantos anos, aprendi a lição!

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