sábado, 21 de junho de 2008

Shirley Matos

Gosta de música? Às vezes imagino que você anda ouvindo música, no seu consciente ou no subconsciente, penso numa bossa nova, ou talvez seja embalada ao som de Chico Buarque, mas em determinados momentos, no rock pop de Cazuza. Forró, axé e sertanejo, não, não cabem aos seus passos elegantes, a sua voz tão branda e ao seu jeito de sorrir tão sofisticado. Qual música lhe agrada?Um Filme? Pode ser um drama, um romance, onde a personagem principal sempre é forte e dedicada. Se fosse uma atriz, Marilyn, sensual, atraente, mesmo que sem saber, talentosa, dona de um olhar tão repreensivo e ao mesmo tempo tão doce. Ao contracenar, seria coadjuvante, a mulher, a mãe, a amante. Qual filme lhe agrada?Livros? Não poderia ser nada parecido com você, nenhuma poesia! Não caberiam cordéis, e nem as pornografias francesas, Álvares de Azevedo... Macabro demais, deixe-o para mim. Possíveis seriam ficções científicas, romances e uma dose de humor. Qual livro lhe agrada?Um prato? Caviar, um vinho e uma caixa de bombons importados. Rabada e buchada, pouco fino para que parece ter um paladar aguçado. Ou pode ser que seja tudo ligth e diet, tudo minimamente controlado, cada pedaço, cada porção devidamente em sua hora. Qual comida lhe agrada?Após toda essa idealização parece-me tão perfeita. Forró, calypso e metal em sua prateleira?Terror, ação e suspense guardados na estante?Auto-ajuda, eróticos e macabros em sua cabeceira?Frituras, doces e álcool a sob a mesa?Após essa idealização parece-me tão real.

Vida

Alta madrugada vai... Tenho trabalhado tanto, mas preocupada com tais ideologias. Descobri que os motivos pelos quais vivo não são tão convincentes assim. O que faço agora? Deixo de viver?Trabalhar para quê? Estudar para quê? E se eu morrer amanhã? Não terei vivido nadinha? Passei meus dias enfurnada em uma sala, ou com a cara nos livros? Ah, difícil isso! E se eu deixar de estudar trabalhar e não morrer? Viverei de que? Mas sabe qual é o meu grande consolo? É que Deus deu a vida para ser vivida, deu a livre escolha, mas será por que escolhemos o caminho mais difícil?Sigo em busca de uma ideologia, de um motivo de tanto trabalho, angústias e frustrações. Viver é muito difícil. Deus? Deus! Por favor, um motivo convincente! Nada de óbvio como o amor, ou a paz mundial. Deus... Deus! Deus?

Sim

Por que não posso sair do trabalho para curtir a vida?Por que não posso sorrir quando é para chorar?Por que chorar quando dói, se chorar não vai fazer passar a dor?Por que ir a igreja todos os domingos se tenho bíblia em casa?Por que xingo os corruptos sendo que eu os coloquei lá?Por que aquela música lembra alguém?Por que canto se não sei a letra?Por que não cair na dança até o amanhecer?Por que brindar se eu não bebo?Por que perguntar tanto?Porque sim.

Eu, mim e comigo

Nós!
Individual não, juntos!
Egocentrismo?
Parei com isso.
Tu
Ele
Nós
Vós
Eles
Fora da bolhaAmor, pudor
Ódio, rancor
Choro, lamento
Que tormento!
Voltei com aquilo.
EuMimComigoe só!

10, dia 10!

Novamente um dia especial. Eula faz aniversário.
Eula? Que Eula? Como ela é, de onde veio, pra onde vai?
"É dessas mulheres pra comer com 10 talheres".
Doce, amável, educada, linda,(apesar de insistir que não),inteligente, muito, quem dera eu entender das artes matemáticas. É hoje que há 20 anos, que nasceu uma flor, uma florzinha que encanta, uma florzinha pequenina, miudinha, frágil, mas que por dentro tem um coração enorme, um Mamute* . É hoje que Papai do céu escolheu para que mais uma criatura amável e bendita viesse para nos amar, e nos cativar.
Ela veio do céu, ela vai para o céu, ela vive no céu, um anjinho que quanto mais o tempo passa, mais Mamutes* crescem. Uma amiga que para sempre estará guardada em mim, dentro de mim, já é parte de mim.
Uma garotinha que sabe ser mulher, mais uma na multidão, mas que faz toda diferença na vida de pessoas como eu, que nem sempre sabem demonstrar o amor, a afeto e a simplicidade de uma amizade. Eula, Mamute, mamute de coração, desejo a você tudo o que você deseja. Por fim... " somos um barco no meio da chuva, um edifício no meio do mundo, fortes e unidos como a imensidão, um passeio no meio da rua, vamos dias e noites a fora, agora podemos ver na escuridão..."

O povo fala

A cara de fulana é bonita
e claro ninguém acredita
Para ser bonita tem que desfilar?
Para alguns basta falar.
E a conversa é boa
perto dela o tempo voa
Prosseguindo na rima
ela tem uma prima
CICLANA
Mulher boa de cama
bom, essa é a fama
Outros dizem que é dama
Alguns loucos por ela
Será que é donzela?
Por ser tão falada
é bem calada
A vizinha lá sentada
chama a outra para a calçada
rindo alto
gargalhada
língua afiada
O povo fala
ninguém se cala
Fulana, Ciclana, Joana Fabiana
Para quê tanta trama?
Não julgue que te ama
Fulana foi dormir
Ciclana foi sair
sair com o namorado
e praticar pecado
as pessoas na janela
coitada dela
O pai está doente
ou será outro parente?
Eita vida de serpente!
No silêncio olhos insinuantes
Já ouvi isso antes
Fulana não se entristece
"é gente que não me conhece"
Ela pede a Deus num prece
e da vida se esquece
Nada é o que parece
Nem triste fico
Quem nunca fez um mixirico?

A Barroso e A Anápolis. A Eula a A Ana



Se ama? Sim, ela ama sim. Sinto daqui, sinto profundamente. Barroso está tão longe, mas ao mesmo tempo tão perto, Barroso está aqui, dentro de mim, em meus pensamentos, em meu sorriso, em minhas sinceras amizades.
Barroso antes era uma estranha, tratamento cordial, conversas curtas e objetivas, mas Barroso virou essencial, Barroso transformou-se de um simples coleguismo a mais profunda amizade. Mesmo que Anápolis, sem tempo nem de respirar, Anápolis que trabalha o dia todo, a noite toda... Anápolis que nem sempre retribui todo amor e todo carinho que lhe é oferecido, Anápolis que nem consegue retribuir uma carta por falta de tempo para fazê-la. Mas Anápolis, sente, quer estar perto, Anápolis comenta com todos que Barroso é boa, que Barroso é dedicada, que Barroso é o tipo de pessoa que Anápolis achava estar extinta, que nem existia mais. Ama, gosta, pelo simples fato de existir, de ter amor, muito amor e tem o dom de demonstrá-lo, coisa que Anápolis não tem.
Sabe, Anápolis tinha que ser assim também, mas Anápolis não pode. Barroso também nem pode, mas arruma um tempinho, arruma um jeitinho de surpreender. Barroso, tenha paciência com Anápolis. Anápolis retribua Barroso.
E Barroso, por mais que Anápolis se ausencie, não abandone-a.
Ps. Barroso já é parte de Anápolis.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Coisificando eles

O coisa me levou para jantar, depois ao cinema, depois a praça, depois para casa.
O coisa me fez coisa a noite toda. Ele faz com que outras mulheres pensem que sou desejada. O coisa que se acha alguém, não é ninguém, é uma coisa. Não estarei só, tenho um coisa só meu. Mesmo quando eu me desgastar dele, irei ao bar da esquina e trarei outro para casa, um coisa que me faça mulher, um coisa para fazer coisas, um coisa para me dar coisas. E se esse coisa também não me satisfizer, talvez eu compre uma roupa, um sapato, uma prataria, ou quem sabe outras coisas.